Grupo dono da Centauro compra Nike no Brasil por R$ 900 milhões

Grupo dono da Centauro compra Nike no Brasil por R$ 900 milhões


Varejista será distribuidora exclusiva dos produtos da marca no país, além de operar suas lojas e site. Empresa americana também vendeu operações na Argentina, Chile e Uruguai. Centauro poderá abrir novas loja da Nike no Brasil por um período inicial de 5 anos
Miami Store
O grupo SBF, dono da Centauro, anunciou nesta quinta-feira (6) que comprou as operações da Nike no Brasil por R$ 900 milhões.
A varejista brasileira passa ser a distribuidora exclusiva dos produtos da marca no país – itens de vestuário, calçados e acessórios – e também vai operar o site da Nike por ao menos 10 anos, bem como suas lojas físicas, podendo inclusive abrir mais unidades por um período inicial de 5 anos.
A Nike do Brasil, subsidiária da empresa americana que foi comprada pela SBF, teve receita líquida de aproximadamente R$ 2 bilhões no ano fiscal encerrado em 31 de maio de 2019.
O grupo informou que vai financiar parte do negócio e que contratou os bancos Santander Brasil, Itaú BB Bradesco BBI para estruturar a tomada dessa dívida. A transação ainda depende da aprovação de reguladores.
Venda na Argentina, Chile e Uruguai
Além da venda das operações no Brasil para o Grupo SBF, a Nike anunciou que fechou um acordo para vender suas atividades na Argentina, Chile e Uruguai para o Grupo Axo, do México.
A empresa não revelou detalhes financeiros da operação.
O Grupo Axo é distribuidor exclusivo de mais de 30 marcas de roupas no México e no Chile, entre elas Calvin Klein, Coach, Guess, Hollister, Tommy Hilfiger e Victoria’s Secret. A empresa já tem uma parceria com a Nike, operando cinco lojas da marca no México.
Segundo a Nike, as vendas das operações no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai permitirá que ela construa um modelo de negócios mais lucrativo, eficiente no uso de capital e que gera valor, além de otimizar as operações nos países.
“A Nike gerencia negócios de distribuição bem-sucedidos ao redor do mundo e a expansão desse modelo no resto da América do Sul ajudará a impulsionar um crescimento sustentável e lucrativo”, disse, em nota, o presidente da área de consumo e marketplace da empresa, Elliott Hill.
A “relação e comprometimento” da marca com atletas, clubes e federações nos três países permanece inalterada, segundo a companhia.
Por causa da transação, a Nike deve registrar uma despesa extraordinária de US$ 425 milhões com câmbio no terceiro trimestre do ano fiscal de 2020, que se encerra no fim de fevereiro.
Fonte: ECONOMIA

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